O SPRA vai promover, no dia 17 de abril, em Angra do Heroísmo, um Seminário versando o tema: “50 anos da Constituição da República Portuguesa e da Autonomia Regional: O desafio do Desenvolvimento.”
Este Seminário insere-se nas comemorações dos 50 anos da Constituição da República e visa promover a reflexão sobre os desafios que se colocam à Autonomia Regional após os 50 anos da sua existência.
A aprovação da Constituição da República Portuguesa em 1976, além de marcar o nascimento de uma nova etapa na vida democrática de Portugal consagrando direitos, liberdades e garantias fundamentais, fez também algo que, para os açorianos, teve um significado ainda mais profundo: reconheceu finalmente o direito das ilhas a governarem-se a si próprias através da autonomia regional, ideia que, historicamente, já vinha sendo desenvolvida.
Foi assim que nasceu a autonomia dos Açores. Não como um gesto simbólico, mas como o reconhecimento de uma realidade histórica e geográfica incontornável. Governar nove ilhas dispersas no Atlântico a partir do continente era, simplesmente, ignorar a especificidade de um território e de um povo.
A criação da Região Autónoma dos Açores representou, por isso, uma conquista política maior. Pela primeira vez, os açorianos passaram a dispor de órgãos de governo próprios e de capacidade para definir políticas adaptadas à sua realidade. A proximidade da decisão política tornou possível responder com maior sensibilidade aos desafios da insularidade, da distância e da dispersão territorial.
Contudo, cinquenta anos depois, é legítimo perguntar: estamos a aproveitar plenamente as potencialidades da autonomia?
A autonomia não pode limitar-se à existência de instituições regionais. Não pode ser apenas um modelo administrativo que reproduz, à escala regional, a mesma lógica centralista que historicamente limitou o desenvolvimento das ilhas. A autonomia só faz sentido se significar verdadeira capacidade de decisão, visão estratégica e coragem política para enfrentar os problemas estruturais da região.
E esses problemas existem. Persistem desigualdades entre ilhas, dificuldades na mobilidade inter-ilhas, dependências económicas excessivas e desafios demográficos que ameaçam a vitalidade de algumas comunidades. A autonomia deveria ser precisamente o instrumento para enfrentar estas fragilidades com mais inovação e mais ambição.
Há também um desafio político que não pode ser ignorado: a necessidade de reforçar a própria autonomia. Em várias matérias fundamentais, as regiões autónomas continuam dependentes de decisões tomadas no seu exterior, e nas quais não são ouvidas: no centro do poder nacional, mas, sobretudo, na União Europeia – com a agravante de o serem em órgãos não eleitos, como a Comissão Europeia. Se a autonomia é um princípio constitucional, então deve ser continuamente aprofundada e adaptada às exigências do presente.
Meio século depois da Constituição de 1976, a autonomia continua a ser uma das maiores conquistas políticas do País e dos açorianos. Mas as conquistas históricas não se preservam sozinhas. Precisam de reflexão crítica, de participação cívica e, sobretudo, de coragem para continuar a construir o caminho.
Concursos de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário para o ano escolar de 2026/2027
O prazo para apresentação da candidatura decorre entre 1 de abril e as 23:59 horas (Portugal continenteal) de 13 de abril (correspondendo a oito dias úteis).
Quarta alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 22/2012/A, de 30 de maio, que aprova o Regulamento de Concurso do Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e Ensinos Básico e Secundário.
Novos concursos não resolvem problemas estruturais
Plenários regionais
O início de 2026 foi marcado pela publicação do diploma de Concursos do Pessoal Docente, que introduziu profundas alterações ao Regulamento de Concursos, não contribuindo para a resolução dos problemas estruturais do Sistema Educativo. A isto acrescem as propostas do Ministério da Educação, Ciência e Investigação de alteração ao Estatuto da Carreira Docente e respetivo processo negocial com as estruturas sindicais. Estamos perante uma significativa desvalorização do Estatuto, que, se se viesse a concretizar, acabaria com a profissão como a entendemos.
Estes dois aspetos levaram o Sindicato dos Professores da Região Açores a convocar plenários sindicais, em todas as ilhas da Região, a iniciarem-se durante o mês de fevereiro.
Caravana Nacional “Somos Professores e Educadores, Damos Rosto ao Futuro!” – Em luta pela valorização da profissão
Concomitantemente com a realização dos plenários, o SPRA, cofundador da FENPROF, integrar-se-á na Caravana Nacional “Somos Professores e Educadores, Damos Rosto ao Futuro!”. Esta iniciativa da Federação Nacional de Professores (FENPROF) tem como objetivo a sensibilização para a necessidade da valorização da profissão docente e da melhoria das condições de trabalho.
Discriminação da Região no acesso à profissionalização em exercício
No âmbito de contributos para a mitigação do problema da falta de docentes, o SPRA oficiou a SRECD, há dois meses, sobre a discriminação dos docentes dos Açores que, atualmente, são marginalizados relativamente aos seus congéneres do continente no acesso à profissionalização em exercício da Universidade Aberta, ficando, assim, impossibilitados de realizarem a profissionalização e de concorrerem aos quadros das escolas da Região Autónoma dos Açores. Embora o SPRA ainda não tenha obtido resposta oficial, foi-nos transmitido que estão a ser envidados esforços por parte da SRECD, junto da Universidade Aberta e do MECI, para que os docentes dos Açores, à semelhança do passado, possam voltar a ter acesso à profissionalização em exercício por aquela Universidade.
Na mais recente edição do Jornal da FENPROF, em formato online, destacamos uma entrevista em vídeo com os secretários-gerais da FENPROF, Francisco Gonçalves e José Feliciano Costa. A entrevista foi realizada no passado dia 22 de janeiro na EB 2,3 Manuel da Maia, em Lisboa, uma escola marcante na história da formação do sindicalismo docente em Liberdade após o 25 de Abril de 1974.
Entre os temas abordados, sobressaem opiniões sobre matérias de especial importância:
O processo em curso de revisão do estatuto da carreira docente, cujas primeiras medidas do Governo apontam para uma profunda desvalorização da profissão e exigem a mobilização de todos os docentes;
O desmantelamento do MECI, cujas consequências de especial gravidade para a Escola Pública, bem como para docentes e investigadores, estão já a ser vividas nas escolas e instituições;
O impacto do pacote laboral na educação e a luta de docentes e investigadores.
Nesta entrevista destaque ainda, entre outros temas, para a ação reivindicativa prevista.
Assista à Entrevista e fique a par das posições da FENPROF sobre os temas que mais impactam a Educação em Portugal.
A Intervenção Precoce na Infância (IPI) é determinante na prevenção de dificuldades de desenvolvimento e aprendizagem.
O DL 54/2018 reforça a importância da inclusão na equidade no acesso e sucesso escolar.
No ensino superior devem ser assegurados os apoios necessários e adequados a todos os alunos, garantindo a continuidade do seu percurso educativo.
A Vida Pós-Escolar é um momento crucial para a inclusão social, tendo como base a colaboração escola, família e sociedade.
Ação de formação apenas para sindicalizados nos sindicatos da FENPROF e dos grupos de recrutamento 910, 920, 930, 360 (Continente) 100EE, 110EE, 700EE, 360 (RAMadeira) 101, 111, 700, 360 (RAAçores)
Ação de formação de 15hacreditada pelo CCPFC (número do registo – CCPFC/ACC 138201/26
Sessões Síncronas: – importância da Intervenção Precoce na Infância – 3h – implementação do DL 54/2018 – 3h – apoio a alunos com necessidades específicas no ensino superior – 3h – vida pós-escolar – 3h
Sessões Assíncronas: – Realização e apresentação de reflexão escrita – 3h