No dia mundial do ambiente, 5 de Junho, lembram-se os problemas que afectam a vida no planeta.
 
De ano para ano há cada vez mais gente que toma consciência desses problemas. De ano para ano fala-se cada vez mais dos problemas ambientais. Mas de ano para ano a situação piora.

Os habitats dos seres vivos são destruídos. A cada ano que passa há cada vez mais espécies que são extintas por acção do Homem. Todos os anos aumenta o número de espécies ameaçadas.
 
A água está mais contaminada. É motivo de conflitos em várias regiões do mundo. A água é também cobiçada pelos lucros que alguns tentam obter à custa dos consumidores. Já se permitiu a privatização da sua distribuição em Portugal, no concelho de Elvas. A passagem da água do domínio público para o privado é muito preocupante.
 
A expansão urbana tem sido caótica em Portugal, degradando-se assim o ambiente onde as pessoas vivem. A importância económica, política e social do território tem sido subestimada em Portugal. Grande parte das injustiças sociais e dos atentados ambientais que afligem o nosso país resultam de más políticas de solo e urbanismo. Muitos trabalhadores têm de pagar empréstimos elevados durante muito anos devido ao preço das habitações. O desordenamento do território e o preço das habitações é determinado pelos ganhos obtidos pelos proprietários dos terrenos no loteamento. E em Portugal, ao contrário do que acontece noutros países, o loteamento é realizado pelos proprietários privados dos terrenos e não por entidades públicas. O que contribui para que ganhos de dez mil por cento na passagem de solo rural a urbano resultantes dos Planos Directores Municipais. O metro quadrado de terreno custa o dobro em Lisboa do que em Berlim, por exemplo.
 
A poluição é também um problema que se agrava. Com ela aumentam os problemas de saúde associados. A emissão de gases com efeito de estufa aumenta de forma insustentável. O movimento sindical, nomeadamente no seio da Confederação Europeia dos Sindicatos (CES), está comprometido na redução das emissões dos gases com efeito de estufa, quer seja nos locais de trabalho no plano nacional, no plano europeu ou mundial. Desde 2002 que a CES fez das alterações climáticas uma das suas prioridades da sua estratégia de desenvolvimento sustentável.

 
Ao mesmo tempo que aumenta a degradação do ambiente, as desigualdades entre os mais ricos e os mais pobres aumentam em Portugal.
 
Ora o desenvolvimento, para ser sustentável, tem de assentar não só no pilar económico, mas também nos pilares social e ambiental. O reforço destes últimos é que permitirá responder às necessidades das gerações actuais, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de responder às suas próprias necessidades.
CGTP-IN