Depois de realizados plenários na Terceira (19/10) e em S. Miguel (29/10), já noticiados, o SPRA prosseguiu a sua ronda pelas restantes ilhas do arquipélago - Graciosa e S. Jorge (31/10), Sta. Maria (02/11), Flores (07/11), Corvo (08/11), Pico (14/11) e Faial (15/11) -, onde, à semelhança dos plenários já realizados, se fez uma análise dos aspectos mais determinantes para o desempenho da profissão docente. Foi disponibilizado um documento elaborado por este sindicato, intitulado "100 Perguntas e 100 Respostas", assim como feita uma apresentação em powerpoint, sobre o Estatuto da Carreira Docente na Região Autónoma dos Açores, ao que se seguiu um espaço de debate, aproveitado pelos docentes para esclarecerem dúvidas que ainda persistiam, bem como expressarem a sua total discordância e indignação perante vários dos aspectos constantes do documento em análise. Esta indignação traduziu-se na apresentação de uma Moção, a remeter ao Secretário Regional da Educação e Ciência, aprovada por unanimidade e aclamação nas diversas ilhas, à excepção de uma, que contou com uma abstenção.
 
Grande preocupação constitui o processo de justificação de faltas, mais especificamente as que se prendem com motivos de doença, e os seus efeitos, o tipo de avaliação preconizado, o efeito das faltas ao abrigo do Estatuto de Trabalhador Estudante na progressão na Carreira, o contrato a termo resolutivo, entre outros aspectos não menos preocupantes, aberrantes e incompreensíveis.
 

Perante a forma como o Governo os tem tratado, numa atitude concertada de declarações públicas injustas, desprestigiantes e ofensivas e de publicação de legislação altamente lesiva das suas condições de vida e de trabalho, nomeadamente o ECD na RAA, os professores sentem-se invadidos por um profundo desencantamento. Constata-se, contudo, que tal não os desmoraliza nem os desmotiva para prosseguirem a luta com afinco e determinação, até que sejam corrigidos os aspectos mais gravosos, quer os constantes do ECD na RAA, propostos pela SREC e aprovados pela ALRA, e, deste modo, impostos aos professores, quer os de âmbito mais geral, que atingem toda a Administração Pública.

Coloca-se agora, com uma forte adesão à Greve do próximo dia 30 de Novembro, a oportunidade de transformar o nosso descontentamento e a nossa revolta em acção e luta, que permitam ajudar a criar condições para uma mudança de políticas.

Manifestar a nossa revolta "em casa, na escola ou no café" é importante, mas não chega.

QUEM LUTA, NEM SEMPRE GANHA, MAS QUEM NÃO LUTA, PERDE SEMPRE !