Com eleições internas já esta semana, a Fenprof mostra-se cada vez mais dividida numa troca de acusações crescentes. Um membro do secretariado nacional, que apresentou a sua demissão do cargo na última semana, responde às acusações de traição de que foi alvo com novas acusações aos apoiantes de Manuela Mendonça, (dirigente do Sindicato dos Professores do Norte).

Mário David Soares garante ser "falso que tenha apoiado a candidatura da Manuela Mendonça desde o princípio ou em qualquer outra altura", conforme foi dito na última semana, e afirma que, ao contrário do que foi dito pelos adversários de Mário Nogueira na luta pela Fenprof, "só seria candidato na condição de não haver outra candidatura".

Numa carta enviada ao JN, Mário David Soares recusa ser parte de uma tentativa de controlo da federação pelo PCP, como chegou a afirmar Rita Pestana, apoiante de Manuela Mendonça, e deixa um aviso para dentro da estrutura "Em Congresso, os professores decidirão quem os trai e quem quer controlar o quê." Mais ainda, aponta em tentativas de divisão da Fenprof, acrescentando que só depois de ter apresentado a sua demissão do cargo que ocupava resolveu tornar público o seu apoio a Mário Nogueira.