A greve realizada entre 13 e 16 de março foi mais uma afirmação de determinação e unidade dos professores e educadores

 

 

Os professores e educadores fizeram mais uma importante e forte luta, bem visível na expressão que deram à Greve Nacional, por regiões, que se realizou nos dias 13, 14, 15 e 16 de março. Uma luta de protesto contra a tentativa de eliminação de 70% do tempo de serviço que cumpriram em período de congelamento das carreiras, e que, agora, discriminando os docentes em relação à generalidade da Administração Pública, o governo não quer recuperar na íntegra.

 

A greve dos professores também foi de exigência. Exigência de negociação urgente de medidas que deem resposta à situação de grande desgaste em que se encontra o corpo docente das escolas e que deverão traduzir-se na reorganização dos horários de trabalho (que estão ilegais, quer pela sua duração efetiva, quer pela distribuição de atividades em componentes inadequadas), quer pela aprovação de um regime específico de aposentação dos professores. Exigência, ainda, de combate efetivo à precariedade, pois, apesar de algumas iniciativas desenvolvidas, mantém-se muito acima do que deveria acontecer se o governo assumisse que necessidades permanentes são para satisfazer com vínculos estáveis. E, claro, na luta dos professores está sempre presente a exigência de um regime justo de concursos, a defesa de gestão democrática para as escolas e, também, a rejeição de um eventual processo de municipalização da Educação.

 

Após esta grande greve, a FENPROF decidiu solicitar reuniões aos Grupos Parlamentares, ao Ministro da Educação, ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da República para que o poder político em Portugal, respeitando os professores, tome as medidas que são justas e inadiáveis.

 

Se estas não forem tomadas, a luta vai ter de continuar e estaremos, agora, em melhores condições de o fazer do que estávamos antes desta greve que não só serviu para dizer aos governantes que não podem continuar a arrastar, sem solução, os problemas, como para esclarecer a opinião pública sobre as razões por que lutam os professores.

 

Assim, saudando todos os professores e educadores, a FENPROF saúda, em particular os que, participando na Greve realizada entre 13 e 16 de março deram mais força à razão dos Professores e, com a sua persistência, esforço e determinação, deram passos importantes para ganharmos mais uma batalha pela dignificação da profissão docente e pelo respeito que é devido a todos/as os/as docentes.

 

 

O Secretariado Nacional da FENPROF