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Ainda faz algum sentido comemorar o 1º de Maio em Portugal e em particular nos Açores?

As comemorações do 1º de maio no continente, sempre tiveram maior expressão nos grandes centros urbanos onde se concentra a população operária. É verdade que, desde as grandes manifestações dos anos que sucederam ao 25 de abril de 1974, esta festa dos trabalhadores entrou em declínio. No entanto, relembro que nos últimos anos a CGTP-IN conseguiu colocar na rua, em várias manifestações, mais de 100 000 trabalhadores e a FENPRO fez duas manifestações com mais de 100 000 professores, demonstração clara de que o movimento sindical se mantém ativo e com forte adesão dos trabalhadores às sua iniciativas. No caso particular dos Açores, o facto de uma parte significativa da sua população ativa depender da lavoura e de não existir uma verdadeira proletarização da população será, sem dúvida o principal motivo para a fraca adesão dos trabalhadores açorianos ao 1º de maio.