Tendo chegado ao conhecimento do SPRA os objectivos definidos pela Senhora Directora Regional da Educação e Formação para a avaliação dos Conselhos Executivos, este sindicato reafirma a sua contestação por, mais uma vez, a tutela fazer depender a avaliação dos docentes, neste caso, dos membros dos conselhos executivos, dos resultados escolares dos alunos.

O SPRA considera que a redução do número de alunos nos percursos de recuperação de escolaridade se consegue através de apoios educativos precoces e da intervenção de equipas multidisciplinares, nunca de medidas de carácter administrativo e de pressão sobre os Conselhos Executivos, através da sua avaliação.

O SPRA contesta a tentativa da DREF de passar os apoios lectivos sistemáticos para a componente não lectiva dos professores, com graves consequências no desempenho profissional dos docentes e na qualidade das aprendizagens dos alunos.

O SPRA considera que estas medidas, de carácter eminentemente economicista, prejudicam os alunos, os docentes e os conselhos executivos, estes últimos, por serem avaliados pela concretização de objectivos que não dependem exclusivamente deles.

O Sindicato dos Professores da Região Açores reafirma que a avaliação dos Conselhos Executivos deve ser realizada pelos seus pares, deve ser contextualizada e deve assentar em princípios como o grau de satisfação da comunidade educativa e o impacto da escola na comunidade em que presta serviço.

A Direcção